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Por que tantos nascidos da carne?



Nascer do Espírito Santo requer sacrificar a própria vontade


Quando os autores sagrados falam em carne não estão se referindo à matéria, ao corpo físico, porque esse serve como templo para o Espírito Santo. Biblicamente, a carne diz respeito à vontade humana. Ela é inimiga de Deus por não querer se sujeitar à Sua vontade. A mente carnal tem as suas próprias regras, segue as suas próprias cobiças e inclinações de sua natureza rebelde. O Espírito ensina que "o pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode estar" (Romanos 8.7).
Milagres envolvendo curas, libertação de encostos e vícios ou de reconstrução de lares são mais simples de acontecer do que o milagre do novo nascimento. Isso se deve ao fato de que as pessoas têm fé para conquistar os benefícios materiais, mas não possuem a mesma fé para superar a sua natureza carnal, substituir a sua vontade pela vontade de Deus e, assim, morrer para si e viver para Ele.
Há mais disposição de fé para as conquistas exteriores e materiais, como a cura de uma enfermidade e a compra de um carro, por exemplo, do que para as conquistas interiores e espirituais. Isso porque o sacrifício físico é menos doloroso do que o espiritual. O sacrifício exigido pela fé nas conquistas materiais é material, mas o sacrifício exigido pela fé nas conquistas espirituais é espiritual. Vejamos: Deus promete abrir as janelas do Céu e derramar bênçãos sem medida sobre todos os dizimistas e ofertantes. Para isso é preciso manifestar a fé sacrificial, pagando o dízimo e dando ofertas.
Portanto, as riquezas econômicas vindas de Deus exigem o sacrifício financeiro, que é material. Porém, para a pessoa nascer do Espírito Santo é preciso sacrificar a própria vontade, ou seja, morrer para si mesma. Obviamente esse grau de fé exige um sacrifício espiritual, que é muito maior do que o sacrifício financeiro. Uns têm tido fé apenas para sacrificar a si mesmo, ou seja, a própria vontade; outros para sacrificar com os seus dízimos e ofertas.
Há, ainda, os que manifestam a fé tanto para conquistar uma nova vida em Cristo Jesus quanto para conquistar a vida com abundância prometida por Ele. O importante é que cada um tenha a sua própria fé bem definida. Muitas pessoas são gratas ao Senhor pela manifestação de poder em suas vidas, mas ainda assim recusam-se a abrir mão da liberdade da carne; afinal, todos são livres para fazer o que bem entendem. Como sinal de gratidão, trocam de religião, de Igreja e até de costumes. E, voluntariamente, colocam-se à disposição de alguns serviços religiosos.
Mas, para nascer de Deus, é preciso sacrificar a própria vida, isto é, renunciar aos apelos da carne e do mundo. É como o Senhor disse: "Se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, produz muito fruto" (João 12.24). E confirma Salomão: "Melhor é o longânimo do que o herói da guerra, e o que domina o seu espírito, do que o que toma uma cidade." Provérbios 16.32
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(*) Texto extraído lo livro "Mensagens do bispo Macedo"

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